Falta ou não utilização de um tacógrafo

A falta ou a não utilização de um tacógrafo com homologação nos termos do § 134 da Lei de Veículos a Motor de 1967 em conjugação com o Regulamento (UE) n.º 165/2014 ocorre quando um dispositivo de controlo legalmente exigido está não instalado, não homologado, não funcional ou não utilizado corretamente.

Abrange tanto a utilização de um veículo sujeito a equipamento sem tacógrafo como a não utilização ou utilização incorreta de um dispositivo existente, por exemplo, através de registos em falta, não utilização do cartão de condutor ou modos de funcionamento não permitidos. O legislador qualifica expressamente este comportamento como uma violação grave das normas sociais no setor dos transportes rodoviários.

De acordo com o § 134 KFG em conjugação com o Regulamento (UE) n.º 165/2014, existe uma infração quando um tacógrafo obrigatório está em falta ou não é utilizado corretamente apesar da homologação existente.

Tacógrafo em falta? Que obrigações se aplicam, que sanções o § 134 KFG prevê e o que acontece em caso de controlo.
Rechtsanwalt Peter Harlander Peter Harlander
Harlander & Partner Rechtsanwälte
„Quem subestima a obrigatoriedade do tacógrafo corre o risco de elevadas multas e intervenções evitáveis no funcionamento corrente.“
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Princípios básicos do tacógrafo

Objetivo e função do tacógrafo

O tacógrafo serve para controlar os tempos de condução, os tempos de trabalho e os períodos de descanso no transporte rodoviário. Protege a saúde dos condutores e contribui significativamente para a segurança rodoviária. Ao mesmo tempo, garante que todas as empresas do setor dos transportes trabalham em condições comparáveis.

O dispositivo regista automaticamente os dados de condução relevantes. Os órgãos de controlo podem ler e avaliar estes dados durante as inspeções. O tacógrafo é, portanto, um instrumento central para a aplicação das normas de tempo de trabalho no transporte rodoviário.

Conceitos da prática

Na prática, são utilizados diferentes termos. O que se pretende referir é sempre o mesmo sistema técnico:

Todos estes termos descrevem o dispositivo de controlo que deve ser obrigatoriamente instalado e utilizado em determinados veículos.

Tacógrafo analógico e digital

Faz-se uma distinção entre tacógrafos analógicos e digitais.
Os dispositivos analógicos registam os dados em discos de papel. Os dispositivos digitais armazenam os dados eletronicamente num cartão de condutor e na memória do dispositivo.

Os veículos com uma primeira matrícula a partir de maio de 2006 devem estar equipados com um tacógrafo digital. Os veículos mais antigos podem continuar a ser operados com dispositivos analógicos, desde que não exista uma obrigação de adaptação.

Base jurídica da obrigatoriedade do tacógrafo

Por que existe uma obrigatoriedade de tacógrafo

A obrigatoriedade de utilização de um tacógrafo tem como objetivo impedir que os condutores conduzam durante demasiado tempo ou que não cumpram os períodos de descanso legalmente exigidos. Isto aumenta a segurança nas estradas. Ao mesmo tempo, deve ser garantida uma concorrência justa entre as empresas.

Para atingir este objetivo, aplicam-se regras uniformes para o transporte rodoviário na União Europeia.

Regras uniformes na União Europeia

Na União Europeia, existem requisitos comuns para em que veículos é necessário um tacógrafo e como este deve ser utilizado. Estas regras aplicam-se principalmente aos veículos de transporte de mercadorias e de passageiros.

Assim que um veículo se enquadra nestes requisitos comuns, deve ser utilizado um dispositivo de controlo adequado. Não importa se os transportes são efetuados regularmente ou apenas ocasionalmente.

Controlo e aplicação na Áustria

Na Áustria, as autoridades controlam o cumprimento destes requisitos com base na Lei de Veículos a Motor. Esta lei estabelece as consequências que podem ocorrer se um tacógrafo estiver em falta ou não for utilizado corretamente.

Rechtsanwalt Sebastian Riedlmair Sebastian Riedlmair
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„As infrações à obrigatoriedade do tacógrafo conduzem frequentemente a processos administrativos sancionatórios na prática e podem implicar encargos financeiros consideráveis.“
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Âmbito de aplicação da obrigatoriedade do tacógrafo

Transporte de mercadorias com mais de 3,5 toneladas

Para todos os veículos a motor de transporte de mercadorias com um peso máximo autorizado superior a 3,5 toneladas, existe uma obrigatoriedade de utilização de um tacógrafo. Esta obrigatoriedade aplica-se independentemente de os transportes serem efetuados para terceiros ou na própria empresa.

Transporte de passageiros em autocarros

Também os autocarros com mais de oito lugares sentados estão sujeitos à obrigatoriedade do tacógrafo. O objetivo é o controlo dos tempos de trabalho dos condutores no transporte regular e ocasional

Transporte por conta própria e transportes subordinados

A obrigatoriedade também se aplica, em princípio, ao transporte por conta própria, por exemplo, quando uma empresa transporta as suas próprias mercadorias ou equipamentos de trabalho. É irrelevante se estes transportes caracterizam o objetivo da empresa ou se representam apenas uma prestação acessória.

Requisitos técnicos para o tacógrafo

Admissibilidade e aprovação

Só podem ser utilizados tacógrafos admitidos e aprovados. Os dispositivos sem a aprovação correspondente são considerados legalmente inexistentes.

Importância da primeira matrícula

A data da primeira matrícula decide se um dispositivo analógico ou digital é admissível. Os veículos com primeira matrícula a partir de maio de 2006 necessitam obrigatoriamente de um dispositivo de controlo digital.

Testes e controlos

O tacógrafo deve ser inspecionado de dois em dois anos. Além disso, é necessário um controlo após cada reparação e após cada alteração do perímetro dos pneus. As empresas devem monitorizar ativamente estas datas.

Defeitos técnicos e suas consequências

Um tacógrafo defeituoso ou mal ajustado é considerado como não utilizado corretamente. Os defeitos técnicos não isentam nem o condutor nem a empresa, se pudessem ter sido evitados.

Desvio para alcançar um local de paragem

Se for necessário para a segurança, o condutor pode desviar-se brevemente dos requisitos de tempo para alcançar um local de paragem adequado. O condutor deve documentar o motivo e o tipo de desvio, seja no tacógrafo, seja nos registos de trabalho.

Falta de um tacógrafo com homologação

Quando é que um tacógrafo é considerado em falta

Um tacógrafo é considerado legalmente em falta quando um veículo não tem nenhum dispositivo de controlo instalado, apesar da obrigatoriedade existente. O mesmo se aplica quando existe um dispositivo, mas este não está aprovado ou não está funcional.

Para as autoridades, não faz diferença se o dispositivo nunca foi instalado ou se não funciona devido a um defeito. Em ambos os casos, existe uma infração grave

Não utilização do tacógrafo

Conceito de não utilização

A não utilização ocorre quando um tacógrafo existente não é utilizado corretamente. Isto inclui, em particular, a condução sem o cartão de condutor inserido ou a omissão de registos obrigatórios.

Uma utilização incorreta também pode constituir uma não utilização, se não forem registados dados fiáveis.

Casos práticos típicos

Na prática, as autoridades reclamam frequentemente:

Tais infrações são regularmente classificadas como particularmente graves.

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„Os riscos jurídicos no direito dos transportes surgem frequentemente onde as obrigações técnicas e organizacionais se encontram.“
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Obrigações do condutor

Utilização adequada

Os condutores devem utilizar o tacógrafo corretamente e registar todos os tempos relevantes na íntegra. Isto inclui a utilização correta do cartão de condutor, bem como a definição correta das atividades.

Obrigações de documentação

O condutor é responsável por garantir que os registos estão completos e são compreensíveis. As entradas incorretas ou em falta conduzem regularmente a sanções administrativas.

Importância das regulamentações dos acordos coletivos

Para além dos requisitos legais, o acordo coletivo regula detalhadamente as obrigações que os condutores devem cumprir ao lidar com tacógrafos analógicos e digitais. Estas regulamentações são vinculativas.

Obrigações da empresa

Instalação e segurança funcional

As empresas devem garantir que os seus veículos estão equipados com um tacógrafo a funcionar corretamente. Devem mandar reparar os defeitos imediatamente.

Formação e organização

As empresas devem formar comprovadamente os seus condutores. Devem criar diretrizes organizacionais claras para que os registos sejam efetuados corretamente.

Gestão de dados

As empresas devem ler, guardar e disponibilizar regularmente os dados registados durante os controlos. As deficiências na organização conduzem frequentemente a sanções administrativas independentes.

Sanções administrativas nos termos do § 134 da Lei de Veículos a Motor

As infrações à obrigatoriedade do tacógrafo são consideradas contraordenações graves. São afetados tanto os casos em que um tacógrafo obrigatório está em falta, como as situações em que um dispositivo existente não é utilizado corretamente. As autoridades verificam regularmente tanto o condutor como a empresa responsável.

A Lei de Veículos a Motor prevê para tais infrações multas até 5.000 €. Se uma multa não puder ser cobrada, existe uma ameaça de pena de prisão substitutiva até seis semanas. Já a tentativa de uma infração é punível e pode desencadear um processo administrativo sancionatório.

Em caso de infrações repetidas, as consequências agravam-se significativamente. Se uma infração semelhante já tiver sido punida, em vez de uma multa, também podem ser aplicadas penas de prisão até seis semanas. Em caso de reincidência múltipla, podem ser proferidas multas e penas de prisão em simultâneo.

As infrações também permanecem puníveis se forem cometidas fora da Áustria, desde que sejam detetadas durante um controlo no país. O local do controlo é considerado determinante.

Na prática, as consequências muitas vezes não se limitam a uma sanção. As autoridades podem exigir uma caução provisória até 2.180 euros. Se esta não for prestada, podem proibir a continuação da viagem, apreender as chaves e os documentos do veículo ou tomar outras medidas. Em determinadas condições, é até possível o confisco do veículo

Processo de infração administrativa e competência das autoridades

O processo penal administrativo segue regras legais claras. Para os afetados, é decisivo saber como decorre um processo e qual a autoridade competente, porque já os primeiros passos do processo podem ter grande importância prática.

Início do processo

Um processo começa geralmente com um controlo pela polícia ou órgãos de supervisão. Se estes detetarem uma infração com base nos registos do tacógrafo, apresentam uma denúncia. Esta denúncia constitui a base para o processo penal administrativo. Medidas como uma caução ou uma interrupção da viagem podem ocorrer já antes da conclusão do processo.

Autoridades competentes

A autoridade competente é, em regra, a autoridade administrativa distrital, ou seja, a administração distrital ou, em cidades com estatuto próprio, a câmara municipal. Em determinados casos, também a direção da polícia estadual conduz o processo. Especialmente em controlos em autoestradas ou na zona fronteiriça, estas autoridades surgem com particular frequência.

Direitos do arguido

O arguido tem o direito de se pronunciar sobre a acusação, solicitar o acesso aos autos e apresentar meios de prova. A autoridade deve verificar completamente a situação e não se pode limitar a constatações isoladas. Especialmente em processos relacionados com o tacógrafo, ocorrem regularmente erros de avaliação ou deficiências formais, pelo que uma análise jurídica atempada é frequentemente decisiva.

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„Os elevados limites de sanções mostram que o legislador não deixa margem para negligência em caso de infrações.“
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Prescrição de infrações

Para as infrações administrativas, aplicam-se prazos de prescrição legais, que devem ser estritamente cumpridos. A autoridade deve atuar dentro de um determinado prazo, caso contrário, já não pode aplicar uma sanção.

É decisivo que a autoridade inicie atempadamente uma ação de investigação, por exemplo, através de uma denúncia, uma intimação ou a emissão de uma decisão sancionatória. Se tal não acontecer, ocorre a prescrição. A autoridade deve ter em conta a prescrição por força do cargo, mesmo que o lesado não a invoque.

Em situações com elementos estrangeiros, é adicionalmente necessário verificar se a infração ainda estava a decorrer no momento do controlo e se já ocorreu uma punição com trânsito em julgado no estrangeiro.

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„Também as sanções administrativas estão sujeitas a prazos de prescrição claros – uma análise jurídica atempada decide se um processo ainda é admissível.
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As suas vantagens com o apoio de um advogado

Os requisitos legais em torno do tacógrafo são claramente regulamentados e são controlados de forma consistente. Para os condutores e as empresas, não se trata apenas de tecnologia, mas de responsabilidade, organização e definição atempada do rumo jurídico. Um acompanhamento jurídico fundamentado cria segurança jurídica, reduz os riscos e reforça a sua posição face às autoridades. Os nossos especialistas apoiam-no de forma direcionada e prática em todas as áreas decisivas.

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„O apoio jurídico cria estrutura, clareza e segurança – especialmente onde os processos administrativos podem ter consequências graves.“
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Perguntas frequentes – FAQ

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