Erro de direito
Erro de direito
O § 9 StGB trata do erro de direito. Existe um erro de direito quando alguém age conscientemente, mas acredita que o seu comportamento é lícito. Portanto, não se engana sobre os factos, mas sim sobre a avaliação jurídica. Fundamentalmente, aplica-se o seguinte no direito penal: “A ignorância não justifica.” Só se o erro for inevitável é que pode ter um efeito de isenção de pena.
Erro de direito significa: Acredita-se que algo é permitido, embora seja proibido.
Erro de direito
O erro de direito diz respeito à avaliação incorreta da situação jurídica. Quem, por exemplo, pratica um ato e acredita que este é permitido, embora seja punível, não pode invocar automaticamente um erro desculpável.
Princípio do erro de direito
Fundamentalmente, aplica-se o seguinte: A ignorância não justifica automaticamente. Um erro de direito só justifica se for inevitável para o lesado. Se a proibição era claramente reconhecível ou existia uma obrigação de se informar sobre a situação jurídica, o ato continua a ser punível.
Erro de proibição direto e indireto
Existe um erro de proibição direto quando o autor acredita que o seu ato é totalmente permitido. O erro diz respeito, portanto, à existência fundamental de uma proibição.
Exemplo: Alguém assume que uma determinada taxa não tem de ser paga, embora a lei preveja claramente uma obrigação.
Existe um erro de proibição indireto quando o autor sabe que o seu ato é proibido em si, mas acredita que um motivo de justificação ou desculpa o protegeria.
Exemplo: Uma pessoa parte do princípio de que está a agir em legítima defesa, embora objetivamente não existisse uma situação de legítima defesa.
Reprovabilidade e desculpabilidade
Um erro de direito só justifica se não for reprovável. A reprovabilidade existe, em particular, quando:
- o ilícito era facilmente reconhecível para qualquer pessoa,
- ou quando o autor não se informou sobre a situação jurídica, apesar da obrigação profissional ou outra.
Por outras palavras: A ignorância desculpável só existe quando até uma pessoa cuidadosa teria cometido o erro.
Significado prático
O erro de direito desempenha um papel em muitos processos penais quando os arguidos alegam que não reconheceram a punibilidade. Na prática, são relevantes sobretudo as seguintes situações:
- Erros do quotidiano: O desconhecimento de pequenas proibições legais raramente leva à desculpabilidade, uma vez que qualquer pessoa se pode informar.
- Obrigações relacionadas com a profissão: Médicos, empresários, funcionários públicos ou outros grupos profissionais têm uma obrigação acrescida de conhecimento jurídico.
- Erros de justificação: Quem acredita agir em legítima defesa, autodefesa ou com consentimento, embora isso não se verifique objetivamente.
Só os erros inevitáveis levam à isenção de pena, caso contrário, mantém-se a punibilidade.
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