Análise genética molecular
Análise genética molecular
A análise genética molecular, nos termos do § 124 do Código de Processo Penal (StPO), é um instrumento essencial do moderno processo penal. Serve para o esclarecimento de crimes através da análise de vestígios biológicos (por exemplo, sangue, cabelo, células da pele) ou de material que possa ser atribuído a uma determinada pessoa. O objetivo é a identificação de suspeitos, a comparação de vestígios ou a determinação da identidade ou da ascendência.
A polícia judiciária pode mandar examinar vestígios encontrados no local do crime de forma independente, enquanto o exame de amostras pessoais exige, em princípio, uma autorização judicial. A execução é realizada por peritos anónimos da medicina forense ou da biologia molecular.
A análise genética molecular serve para identificar pessoas através da análise de ADN.
Âmbito de aplicação
A análise genética molecular é aplicada:
- para a atribuição de vestígios biológicos a uma pessoa,
- para a determinação da identidade,
- para o esclarecimento da ascendência
Faz-se uma distinção entre dois grupos de casos:
- Vestígios biológicos: sangue, saliva ou cabelo de origem desconhecida que possam ser relevantes para o crime
- Material pessoal: cabelo, escovas ou peças de vestuário que possam ser atribuídos a uma pessoa concreta
Vestígios biológicos encontrados no local do crime podem ser analisados geneticamente pela polícia judiciária de forma independente. Não é necessária uma autorização judicial para tal, uma vez que a relação necessária com o crime já existe e a investigação serve diretamente para o esclarecimento do crime.
Em contrapartida, a análise de material que possa ser atribuído a uma determinada pessoa só pode ser efetuada por ordem do Ministério Público e com autorização judicial.
Peter HarlanderHarlander & Partner Rechtsanwälte „Die molekulargenetische Untersuchung ist ein mächtiges Werkzeug der Strafverfolgung, doch ihre Stärke liegt nur dann im Recht, wenn sie unter strikter Wahrung der Grundrechte eingesetzt wird.“
Requisitos
Requisitos materiais
As autoridades de investigação realizam uma análise genética molecular se esta contribuir para o esclarecimento de um crime, em particular para determinar a identidade de uma pessoa ou para esclarecer relações de ascendência.
Requisitos formais
- No caso de vestígios encontrados no local do crime: investigação independente pela polícia judiciária
- No caso de material pessoal: é necessária uma autorização judicial
Realização
Um perito da medicina legal ou da biologia forense realiza a análise genética molecular. O material de análise é entregue anonimamente e o Departamento Federal de Polícia Criminal guarda os dados pessoais separadamente das amostras.
Institutos mandatados:
- Universidades de Medicina de Viena, Innsbruck, Salzburgo
- Laboratório de ADN de Mödling
Só nestes parceiros contratuais é que os resultados podem ser incluídos na base de dados nacional de ADN. Após a conclusão da análise, as amostras que já não forem necessárias devem ser destruídas, desde que já não seja necessária qualquer atribuição.
Armazenamento e utilização dos resultados
Os resultados só podem ser processados para fins de investigação. Após a conclusão do processo, os dados devem ser apagados ou destruídos.
Uma
Cooperação internacional
A Áustria está ligada a redes internacionais de dados:
- Base de dados de ADN da Interpol (comparação mundial)
- Sistema de interconexão de dados de Prümer (interconexão à escala da UE)
Um resultado positivo em bases de dados internacionais requer, no mínimo, seis marcadores genéticos coincidentes. A troca de dados pessoais só é permitida em caso de resultado positivo confirmado e no âmbito do processo de assistência judiciária.
Proteção jurídica e garantias processuais
Recursos:
- Contra autorizações judiciais: recurso para o Tribunal Regional Superior.
- Contra ordens do Ministério Público: reclamação por violação da lei.
Controlo ao abrigo da lei de proteção de dados:
Contra as medidas da polícia judiciária, não é possível apresentar queixa no Tribunal Administrativo por falta de poder de comando e de coação, mas é possível apresentar uma queixa à Autoridade de Proteção de Dados.
Proibição de utilização:
As provas de ADN obtidas ilegalmente não podem ser utilizadas no processo penal. Os lesados podem apresentar um pedido de não utilização na audiência principal.
As suas vantagens com apoio jurídico
A análise genética molecular afeta direitos fundamentais sensíveis, uma vez que diz respeito, em particular, à proteção de dados pessoais e à salvaguarda da privacidade. Além disso, erros na ordem, execução ou avaliação podem ter consequências legais graves, como a inutilização de meios de prova. Além disso, uma comparação de ADN inadmissível pode prejudicar significativamente a confiança no processo penal, tanto económica como pessoalmente.
O acompanhamento jurídico por um escritório de advogados especializado em direito penal e de proteção de dados garante que tais investigações são efetuadas legalmente e que os direitos dos lesados são plenamente salvaguardados.
Sebastian RiedlmairHarlander & Partner Rechtsanwälte „Zwischen Aufklärungspflicht des Staates und Schutz der Privatsphäre des Beschuldigten besteht ein empfindliches Gleichgewicht. Die gerichtliche Bewilligungspflicht ist kein Formalismus, sondern ein zentraler Garant dieses Gleichgewichts.“